sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pequena história


Um sms: Preciso te ver, me liga quando estiver chegando...


E de repente meu coração dispara, o meu ar trava dentro de meu pulmão, em silêncio escuto os barulhos dos meus batimentos cardíacos dentro de mim. E agora? Se eu me apaixonar estou ferrada! Mais é tarde demais para dizer que não temos nada, e muito cedo para dizer que tivemos/temos tudo. Perfumo-me, me arrumo, coloco a roupa mais bonita que eu acho combinando com a maquiagem noturna. Chego à estação de trem, pernas formigando, mãos geladas. O que há comigo? Será que estou apaixonada? Não posso, não quero, coração abandona essa ideia estúpida, deixa de ser idiota. E lá eu o vejo parado, com aquele casaco que mais gosto, com seu cabelo bagunçado que faz meu corpo arrepiar, eu abro um sorriso, não por que eu quero, mais por que é automático. Olho para cima com um olhar inocente, então você me abraça, eu fico inalando aquele cheiro de casa e conforto que vem até mim durante o abraço, sinto vontade de sussurrar em seu ouvido: “como sentir sua falta, como quero você junto a mim todo tempo”. Mais meu cérebro diz: “Cala boca coração idiota!” Então fico quieta, apenas te abraçado, sentindo aqueles braços quentes em volta de mim. Seu corpo é tão quente, bem mais quente que o meu, parece que esta em chamas, e eu me sinto aquecida ao ficar ao seu lado. Sorrio e você vai à frente, abrindo a porta do carro com um sorriso de lado. Aquele sozinho de lado, sim aquele que me faz ver estrelas. Então entro e coloco o cinto de segurança. Vejo você dirigir tão atento e elegante, fico quieta novamente olhando as luzes da cidade pela janela. Coração aperta, batimento aumenta, mais agora não é de pleno êxtase pelo sentimento, agora é por uma grande aflição. “será que ele sente o mesmo?” Pensamentos vão ao além, até que ele para o carro. Aonde estamos indo? Ele desse e abre a porta novamente, mais com uma expressão totalmente séria. Estávamos caminhando, sem mãos dadas, sem abraços, sem absolutamente nada que pudesse encostar nossas peles uma na outra, apenas andando. Entramos em uma lanchonete, e ele começou a falar. Falar. Falar. Até que se aproximou de mim, com aqueles lindos olhos verdes, e na hora eu sentir. Sentir uma solidão que não passava dele para mim, mais era de mim para mim, é como se eu estivesse com ele, e não estivesse com nada. Queria correr, apenas corres, até meus pés doerem, a chuva cair e levar toda minha tristeza com ela. Mais não, estava ali, com ele tão próximo que podia sentir o ar bater na parede da minha pele quando falava comigo. Saímos da lanchonete, entramos no carro, de volta na estação, a hora do adeus. Eu o beijei. Sim beijei com sinceridade e pudor. Mais beijei com o coração apertado, e por aquele beijo, eu percebi que nunca mais iríamos nos beijar. Então com sorriso nos lábios me despedi com um Celinho e sai correndo para o trem, olhei para trás, e cadê ele? Sumiu dentre meus olhos cheios lagrimas. Não o vi, não recebi sms. Apenas me restaram seu cheio grudado em minha blusa, e sua imagem e toque grudado em minha alma.






E lembre-se sempre: É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado.

2 comentários:

  1. lindu :) soa como um amor/paixão passageira... mas passageira não por ter acabado, mas sim por ter se desencontrado na vida

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    1. Exatamente. Depois que vc deixa uma paixão talvez encontra seu verdadeiro amo

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Obrigada por comentar *-*